A verdade?
É que você estará sempre sozinho
nessa merda de vida. Nessa merda que a gente custa em sobreviver, em ser
agradável, ser amigo, ser bom, e os outros não fazem nada para retribuir à
altura. Onde você quer gritar ao mundo todas as verdades que sabe, tudo o que
sente, mas tem medo, porque as pessoas te dão medo. Com seus gênios fortes,
onde não sabem ouvir, só falar mal e dar opinião.
Eu queria sim, poder dizer tudo o
que penso a seu respeito, tudo o que já ouvi, mas eu olho pra você e não
consigo. Não consigo pelo simples fato que se eu fizer, está tudo acabado. A
história construída se desmorona porque – como sempre – você não aceita
críticas. Não a culpo totalmente, isso vem de berço.
A maldade está no seu olhar (isso
afirmo com certeza, porque tenho muita familiaridade com olhares), mas não
comigo, não para mim, e sim para todos. Discordar de ti? É pedir pra levar
pedradas, como Cristo na Cruz. Por isso, tentar te ajudar é em vão.
A inferioridade com que me sinto
perto de você, me faz desistir de tentar. Mas aí, quem sofre sou eu. Se falar,
sofrerei também, você fará com que isso aconteça. Eu não consigo te reconhecer.
Ou será que só agora consegui? Que antes eu estava cega, e agora enxergo?
Se olhe no espelho, o que você
enxerga? Uma carinha bonita e um coração de pedra. Um físico belo, e uma alma
suja.
Desabafo: está difícil segurar
tudo, não dizer nada. Isso me mata.
E eu prefiro matar a morrer.
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