terça-feira, 14 de outubro de 2014

Acorda!

Pra onde a vida vai levar
              Esse mundo com guerras e sem luar?
                           Para onde essa vida ingênua vai seguir
                                       Votando em vermes que só sabem mentir?

Vem a vida certa que todos querem ter
Pois esse é o propósito que temos que meter
Na cabeça do cidadão que pouco vende e nada vê
Na vida dos que não tem nada pra vestir nem pra comer.

Segue a ferro e forro a raça da nação
Que um dia em sua fé se livrou da escravidão
Vamos à luta, a hora é agora
De mudar o mundo, de voltar à glória.

Pegue seus sonhos e coloque na mala
De volta à estrada, com opinião formada.
Se livre do resto que não te faz bem.
A vida é breve, olhe o futuro, ele lá vem.



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Poeta desistente.

"Rastros e gestos rasgados em seu impulso lunático...
Paixão! Que intercede os olhos lindos e claros
No mundo que rodeia a carne fresca em frangalhos.

Ofusca-se o Sol na alma do pequeno sonhador
que morde a vida esperando o grito da salvação.
Segurando o instinto para ainda sentir a vida em tesão.

Pobre doente carente que entre dentes sente a erosão,
lançando ao mar as mágoas da vida que se despedaçou.

Corre, menino, corre. Que ela não espera não!
A alma poética se vai, quando já não há mais emoção."

Juliana Camacho




segunda-feira, 23 de junho de 2014

Facetas

Cecília conheceu Stella.
 Achou-a engraçada e meiga, 
sentou-se num canto do parque,
e anotou em seu diário.

Stella enxergou em Cecília,
sua infância já passada.
E perdida em seus pensamentos
é acordada pela voz grave
de seu marido bêbado.

Ritinha atravessa a rua indo trabalhar e 
encontra Cecília regando as flores do parque.
E então se sente só por ter crescido tão
rápido. Chora andando mais rapidamente enquanto
entra num carro que some ao virar a esquina.

Dália vê a cena 
mas nada sente.
Virando-se caminha
para a porta de um hotel
onde seu amor está
a espera dela de outra mulher.