segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Poeta desistente.

"Rastros e gestos rasgados em seu impulso lunático...
Paixão! Que intercede os olhos lindos e claros
No mundo que rodeia a carne fresca em frangalhos.

Ofusca-se o Sol na alma do pequeno sonhador
que morde a vida esperando o grito da salvação.
Segurando o instinto para ainda sentir a vida em tesão.

Pobre doente carente que entre dentes sente a erosão,
lançando ao mar as mágoas da vida que se despedaçou.

Corre, menino, corre. Que ela não espera não!
A alma poética se vai, quando já não há mais emoção."

Juliana Camacho