Hoje o dia amanheceu
com um doce ar diferente
dos outros 364 dias atrás.
O frescor da maioridade está indo embora, rápido como uma flecha lançada numa guerra minha contra eu mesma - e milhões, bilhões, trilhões de pensamentos vorazes. O momento de decidir o novo que chegará é agora, na véspera de tudo. Nos 10 segundos finais, a contagem regressiva arrepia o corpo e o frio na barriga aparece conturbado e forte. Um sorriso se faz, lágrimas escorrem e já não se entende mais nada.
O que eu faço? O que eu fiz nesse tempo na minha simples e bagunçada vida? Deu certo?
Lembranças, estas boas e ruins, memórias, tudo chicoteia num rápido filme que passa
len-ta-men-te.
Foram tantas coisas, abertas e escondidas, choros, abraços, risadas, dúvidas (que ainda pairam) - tudo isso me fez ser o que sou hoje, nesse exato momento que a caneta acaricia o papel rasgado e no quarto toca uma canção que me faz viajar:
"I'm over my head and
I know it, I know it
I'm doin' my best
Not to show it, to show it"
O tempo que vem, sereno e esperto, irá trazer as bençãos de mais uma primavera. E cabe à mim, menina semi-ingênua de pés no chão, viver, somente viver - e escolher.
Aceitei - assim que meus olhos se puseram a abrir e ver o céu azul da véspera do dia 25 de Novembro de 2013 - que tudo tem sua hora; e que atropelá-la é atropelar você mesma e seus sonhos. Sem receios de apertar o stand-by. Ele serve para pensamentos amadurecem, assim como você(eu).
Que esse novo ano
chegue com muitas alegrias,
amizades sinceras e amor.
É tudo que eu preciso.
(E outra música começa...)
Evoé.