Pra onde a vida vai levar
Esse mundo com guerras e sem luar?
Para onde essa vida ingênua vai seguir
Votando em vermes que só sabem mentir?
Vem a vida certa que todos querem ter
Pois esse é o propósito que temos que meter
Na cabeça do cidadão que pouco vende e nada vê
Na vida dos que não tem nada pra vestir nem pra comer.
Segue a ferro e forro a raça da nação
Que um dia em sua fé se livrou da escravidão
Vamos à luta, a hora é agora
De mudar o mundo, de voltar à glória.
Pegue seus sonhos e coloque na mala
De volta à estrada, com opinião formada.
Se livre do resto que não te faz bem.
A vida é breve, olhe o futuro, ele lá vem.
Don't Stop Believing
terça-feira, 14 de outubro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Poeta desistente.
"Rastros e gestos rasgados em seu impulso lunático...
Paixão! Que intercede os olhos lindos e claros
No mundo que rodeia a carne fresca em frangalhos.
Ofusca-se o Sol na alma do pequeno sonhador
que morde a vida esperando o grito da salvação.
Segurando o instinto para ainda sentir a vida em tesão.
Pobre doente carente que entre dentes sente a erosão,
lançando ao mar as mágoas da vida que se despedaçou.
Corre, menino, corre. Que ela não espera não!
A alma poética se vai, quando já não há mais emoção."
Juliana Camacho
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Facetas
Cecília conheceu Stella.
Achou-a engraçada e meiga,
sentou-se num canto do parque,
e anotou em seu diário.
Stella enxergou em Cecília,
sua infância já passada.
E perdida em seus pensamentos
é acordada pela voz grave
de seu marido bêbado.
Ritinha atravessa a rua indo trabalhar e
encontra Cecília regando as flores do parque.
E então se sente só por ter crescido tão
rápido. Chora andando mais rapidamente enquanto
entra num carro que some ao virar a esquina.
Dália vê a cena
mas nada sente.
Virando-se caminha
para a porta de um hotel
onde seu amor está
a espera dela de outra mulher.
domingo, 24 de novembro de 2013
Goodbye sweet 18...
Hoje o dia amanheceu
com um doce ar diferente
dos outros 364 dias atrás.
O frescor da maioridade está indo embora, rápido como uma flecha lançada numa guerra minha contra eu mesma - e milhões, bilhões, trilhões de pensamentos vorazes. O momento de decidir o novo que chegará é agora, na véspera de tudo. Nos 10 segundos finais, a contagem regressiva arrepia o corpo e o frio na barriga aparece conturbado e forte. Um sorriso se faz, lágrimas escorrem e já não se entende mais nada.
O que eu faço? O que eu fiz nesse tempo na minha simples e bagunçada vida? Deu certo?
Lembranças, estas boas e ruins, memórias, tudo chicoteia num rápido filme que passa
len-ta-men-te.
Foram tantas coisas, abertas e escondidas, choros, abraços, risadas, dúvidas (que ainda pairam) - tudo isso me fez ser o que sou hoje, nesse exato momento que a caneta acaricia o papel rasgado e no quarto toca uma canção que me faz viajar:
"I'm over my head and
I know it, I know it
I'm doin' my best
Not to show it, to show it"
O tempo que vem, sereno e esperto, irá trazer as bençãos de mais uma primavera. E cabe à mim, menina semi-ingênua de pés no chão, viver, somente viver - e escolher.
Aceitei - assim que meus olhos se puseram a abrir e ver o céu azul da véspera do dia 25 de Novembro de 2013 - que tudo tem sua hora; e que atropelá-la é atropelar você mesma e seus sonhos. Sem receios de apertar o stand-by. Ele serve para pensamentos amadurecem, assim como você(eu).
Que esse novo ano
chegue com muitas alegrias,
amizades sinceras e amor.
É tudo que eu preciso.
(E outra música começa...)
Evoé.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Mãos algemadas
Não estamos em Marte
nem nos anos 80
muito menos na ditadura.
nem nos anos 80
muito menos na ditadura.
A liberdade de querer, pensar, opinar sobre a vida, coisas, pessoas - isso é (con)viver, ter algum sentido de permanecer aqui, vivo - sem prisões e sem remorso de não estar seguindo a palmatória e o chicote que sempre estalou em anos velhos.
O tempo evoluí, a Terra, as ideias.. e nós?
Apenas seguimos o que o tempo nos dá.
Usar fardas em 2013, é como usar biquíni em Marrocos, praia de nudismo nos anos 50, não casar virgem nas histórias dos avós. Inadmissível.
Errado? Apenas um equivocado ponto de vista, absolutamente! Falta de mente aberta para mudanças lucrativas à sociedade, ao expressionismo, a viver bem com o agora!
Como expressar sentimentos pela arte, pelas letras,
se a prisão te enclausura com sua camisa de força maternal?
Chega!
Chega!
Aos berros solte que isso não é plausível! Não, pois ditadores, uma vez assim, só a repressão (ou golpe de Estado) para enfim bloqueá-los.
Se tu não ganhas a guerra pela vitória explícita, dissimule a derrota para vencer.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
2h03 de um cochilo
As maiores verdades são ditas,
quando a cabeça descansa,
não pensa, e dorme.
Frustrações, anseios, medos, desejos, sonhos
são trazidos à bom som em momentos onde
não se tem controle do que diz, apenas se faz.
E que julguem os maus olhares!
Se não fizerem, quem fará?
Hoje conversei com o nascer do Sol - sim, em plena madrugada.
E ele, Deus iluminado, me guiou para a mais simples verdade:
"Seja você, nua em sua essência, verdadeira em seus atos, e não se importe com o que pensem de sua doce pureza. Fale sim, jogue tudo aos ares e quem quiser, que pare pra escutar. Você tem todo o direito de opinar e tem razões plausíveis para tal. Mas entenda, a vida - infelizmente - é na sua maioria de quem joga com as mãos sujas de algo a se culpar, ou a esconder. Seu caráter me mostra a alma mais pura e acolhedora, mas também a mais solitária."
Ser de todos e no fim, não ser escolhida por ninguém.
Assim é a vida,
a minha humilde vida.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Feras para a liberdade
Perdida na cidade de
pedra,
busco as cores no acinzentado horizonte,
o brilho nos olhos de pessoas
asfaltadas
a vida em emoções cimentadas.
Busco um simples rastro que ainda
não esteja tomado
por essa cor que sufoca o colorido do meu sorriso.
Todos correm
apressados,
para onde vão? Histórias,
cada um com seu mistério escondido
em
rostos sem expressões.
(Sobre)vivendo na mesmice cotidiana do vazio do sentir
como leões - ferozes, selvagens e belos - enjaulados que se ponderam perante as
grades do mundo, presos em pesados corpos desalmados que se arrastam pelo
concreto, na busca pelo flexível.
Caminham de quatro, rugindo, sem direção,
enquanto percebo o silêncio do barulho que me incomoda. Me pergunto se há
esperança, se existe um pequeno grão de areia capaz de trazer a luz aos
selvagens...
Em meio aos iguais ignorantes-sabe-tudo, me destaco pela
burrice-duvidosa.
Alienados seres esses que
comem, bebem, andam, dormem,
amam... porque lhes é orgânico.
Não! Não à essa alienação
errônea de uma sociedade em pedaços, não à esse falseado sentimento. Ponte de
vidro que nos leva a lugar algum, que se desfaz atrás de nós. Quero o
verdadeiro e o único. Quero sentir em meus ossos cada nuance das emoções, vivenciar cada
segundo com todo o meu eu, ser algo além de um corpo vazio - e depois de
tudo, brindar à vida, a que construí fugindo de valores comuns.
Quero poder
dizer, com toda a sinceridade colorida das palavras, que vivi, que senti...
E
sim,
Eu vivi.
Beatriz Rodrigues & Juliana Camacho - Texto 02
Assinar:
Postagens (Atom)