domingo, 29 de setembro de 2013
Amiga de Terra, irmã de Alma
A escrever na maré que vem, do amor, de alguém.
sábado, 28 de setembro de 2013
Lagrimas caem
Hoje eu chorei.
De desabafo, de desespero, de decepção.
Hoje eu chorei.
De descobrir que posso me surpreender com tudo e com todos a qualquer momento.
Eu chorei, mas chorei escondido, me sentindo humilhada. Abaixei o rosto para ninguém ver as lagrimas que escorriam. Enxuguei-as rapidamente, não fico bem chorando.
Só precisava por pra fora. E coloquei. Engoli minha vergonha do público, das pessoas desconhecidas me olhando e desabei.
Me recompus. E agora só desejo que isso toque o coração, a alma, e que a luz guie de volta quem se perdeu.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Sonhos de uma tarde de Primavera
Sua voz, rouca e suave, me levam a sonhos perdidos.
Conflitos internos de pessoas perdidas
É o orgulho, a insensibilidade.
Matam o mundo e as pessoas, aparecendo com mais e mais frequência nos corações antes calmos e sensíveis.
Você se torna seu próprio inimigo, dando início à uma guerra interminável dentro de si.
Seus joelhos já não conseguem se dobrar diante dos outros, seu rosto já não abaixa perante outros olhos.
Cristalizou-se num personagem que vive apenas para ele, mesmo em meio há tantas almas prazerosas de se compartilhar um simples sorriso ou um apertado abraço.
Aos poucos, orgulho e insensibilidade se fundem na solidão, e nessa hora será tarde demais. Mesmo que seus joelhos agora se dobrem, seu rosto caia e seus olhos sorriam, ninguém te dará a mão.
Aliás, por sorte, existem anjos bons em meio a Terra que sim, te darão uma segunda chance.
Mas vale a pena o risco?
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Novo amigo
O sol está se pondo ao fundo do quadro. Ventos sopram tranquilos, com a brisa da tarde morna que aquece minha alma cansada e meu corpo frio. Uma musica sobre a Lua está tocando num bar e me sinto, por um único instante, como num filme de romance adolescente.
Mas ninguém me procurou...
Perambulo descalça sobre a grama úmida e me sento ao lado de um cão de rua que roe o seu pequeno osso. Estendo minhas mãos para frente e apoio a cabeça sobre os joelhos, às lagrimas, de saudades de quando não era sozinha.
Um silêncio... sinto o corpo quente do pequeno animal se aproximar de mim. Meus olhos o encaram e com o gesto mais singelo, ele coloca sua cabeça sobre meu colo. O sorriso que tanto procurava se fez no meu rosto novamente.
Pois mesmo nas noites mais sombrias, sempre haverá algo que te faça sorrir.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Essa noite só pretendo escrever...
As palavras soaram como uma linda música para meus ouvidos. Cada frase aquecia meu coração, como se eu também estivesse ali, naquele mesmo lugar.
Meus olhos se encheram de lágrimas e a vontade de aplaudir no instante que cada voz produzia a ultima palavra, foi enorme. Sentia que todos ao meu redor também estavam numa mesma sintonia.
Não conseguia, nem por um segundo, desviar o olhar daquele lugar mágico, com pessoas mágicas sobre ele.
Algumas especiais que meu sorriso se alargava ao vê-las em ação. E meu coração disparava de poder reconhecer tamanha energia, presença e talento.
Tudo fica negro, e mesmo após a escuridão que anunciava o fim, ainda conseguia ouvir e sentir cada lágrima que caia sobre aquele lugar. Arrepios insaciáveis.
Sai em êxtase. Emocionada e inspirada a falar, a reproduzir aquilo que meus olhos tinham acabado de ver. E com vontade de ser exatamente assim.
Reacender a chama daquilo que você mais ama, reacendê-la através de outros corpos que também amam o mesmo... Cada dia tenho mais certeza: a arte move o mundo.
EVOÉ.
Um dia na cidade de pedra
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Poder da Poesia
Hoje conheci alguém.
Alguém que já conhecia, mas hoje nos reconhecemos. Hoje aprendemos que o destino coloca seres especiais em nossas vidas sempre com um propósito: compartilhar o que você tem de melhor a oferecer.
E hoje me senti assim: bem, alegre de saber que ainda existe poesia no mundo. Que o amor pelas palavras ainda está preso no coração de algumas pessoas, e que esse amor nunca morrerá.
Que a necessidade de escrever é física, emocional, psicológica. É vida!
Estar vulnerável e aberto para os muitos olhos que irão ler os seus mais profundos sentimentos.
E quando descubro essas pessoas, me sinto mais completa.
Escrever é uma arte. Ficar apaixonado faz parte.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Olhos
Impossível rotular apenas como 'a janela da alma'.
Através deles vejo o mundo, as cores, as ruas cinzas, os invernos brancos, os verões vermelhos, os amores escondidos e depois encontrados...
Decifro pensamentos, desejo sem tocar, falo e grito por socorro em silêncio, sorrio sem mostrar os dentes, ganho abraços sem braços, beijos sem boca, amor sem transa.
Iluminados por Dionísio, a pouca luz que atravessa o ambiente, observo extasiada no exato momento que dois olhares se desejam, se gostam, que possuem uma paixão escondida aos olhos do mundo, mas não escondida perante o mar azul, a terra marrom brilhante - e a relva verde que os observou naquele pequeno instante.
Puros, carinhosos, desejáveis, maldosos e carentes.
Não há mais esconderijo quando se mergulha nos olhos.
Minha felicidade? Poder ter o dom de percebê-los, decifrá-los e entendê-los.
Minha angústia? Estar - quase - sempre certa.
